Adoro o Stephen King, como um autor de grandes ideias, tal como o John Carpenter. No entanto, e tal como John Carpenter, a aplicação dessas mesmas ideias, não geram, para mim, os melhores resultados. Este The Stand é um bom exemplo disso. Uma mini-série com quase 400 minutos (que eu vi quase toda de seguida) que fala do mundo (ou seja, a América) após ter sido devastado por um vírus governamental. Certos e determinados indivíduos sobreviventes ao holocausto, começam a ter sonhos com uma velhota e com um bacano com aspecto de camionista dos anos 80, Randall Flag, ou também auto-intitulado como "The Walking Dude", que não são mais do que duas forças opostas, a primeira representando o bem e a segunda, por exclusão de partes, o mal. Em primeiro, não posso falar do livro por ter visto esta mini-série, já que é sabido que adaptações de livro para cinema ou televisão, nunca são exactamente fieis, por isso, temos a burra na couves. No entanto... se fosse uma adaptação fiel, poderia dizer com toda a segurança que o livro é um cócó. Mas, e este é um grande "Mas", como o responsável pelo guião foi mesmo Stephen King, acabamos por continuar com a burra nas couves. As interpretações não são nada por aí além, mesmo que tenha nomes como Gary Sinise (Olhos De Serpente), Rob Lowe (Class) e Miguel Ferrer (Robocop) e a história é grande demais para o que quer mostrar, que é muito pouco ou nada.
Apenas como curiosidade, acrescento que The Stand foi escrito com a intenção de ser o Senhor dos Anéis mas num ambiente americano. As semelhanças são muitas, realmente, mas o conteúdo que um tem a mais, o outro - pelo menos no que à adaptação para televisão diz respeito - tem a menos.
Nota 1.5

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