Sunday, January 01, 2012

O Último Samurai





Daqueles filmes que não consigo deixar de ver cada vez que me cruzo com ele. O tipo de história é simples. Homem ocidental perdido no seu interior tem contacto com uma cultura completamente diferente e depois de alguma dificuldade de no encontro das duas culturas, o bruto ocidental acaba por se integrar e absorver a cultura quase oposta à sua. Familiar? Podia ser o Danças com Lobos, Avatar (ou seja Pocahontas), este tipo de  guião já foi feito e visto milhões de vezes e aqui o que é que faz a diferença? As interpretações sobretudo de Cruise. Não há como dar a volta, sou fã do gajo e aqui ele está fantástico. Claro que há pequenos contras, como o facto de os americanos não terem ser contactados para treinar ou modernizar o Japão militar e sim a Prússia, antepassado da Alemanha no seu formato de Império. Outro dos contras é o retrato feito de ambas as facções. Os ocidentais e os modernizadores do Japão são o esterótipo do ocidental corrupto, ganancioso e mesquinho enquanto os samurais o paradigma da cultura, da tradição, das maneiras puras de ser. E de certa forma, mesmo sendo uma visão simplista está algo certa, a questão é que os Samurais eram guerreiros, tal como os cavaleiros nas idades médias. Eram nobres pagos e protegidos perante as restantes classes, muitas vezes vistos como opressores. De qualquer forma, é isto o cinema, o romance de ideais e nisso este filme atinge em cheio porque consegue dar essa sensação romântica de sacrifício pela honra de um objectivo maior.
Realizado por Edward Zwick (Diamante de Sangue), este filme que marca a estreia de Ken Watanabe (Cartas De Iwo Jima) num filme ocidental e a falar inglês, mesmo com todas as suas falhas, continua a ser daqueles filmes que revejo sempre que se cruza à minha frente. Podia ser pior, podia ser um filme que não gostasse.



Nota 3,7

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