Stanley Kubrik teve a inteligência, sorte, visão, de realizar apenas clássicos do cinema. Seja pela controvérsia que geraram, seja pela forma como a sua visão foi transmitida, o impacto que teve na critica, no público. É impossível ficar-se indiferente a qualquer filme deste homem. Pessoalmente, este não é dos filmes de Kubrik que mais me diz algo, mas não foi à toa que foi nomeado para os óscares. É um retrato violento da indiferença em que a Guerra se tornou ao ser humano tocados por ela. Jovens que vão para os marines para combater no Vietname, recebem um treino brutal que os torna insensíveis, à dor física como à guerra em si. A primeira parte do filme foca esse treino, onde se destaca a interpretação R. Lee Ermey (Massacre No Texas: O Início), inesquecível como o Sargento responsável pela recruta. A segunda parte foca um dos soldados que passou por essa recruta, intepretado por Mathew Modine (Memphis Belle), que cumprindo o papel de correspondente de guerra numa das ofensivas, lida com o dilema, quando se junta numa missão com a velha companhia, de ceder ao treino que recebeu. O dilema de se tornar ou não um verdadeiro assassino.
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