Thursday, February 23, 2012

Sozinho Em Casa II - Perdido Em Nova York

Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York Poster
Ora bem, a família de americanos idiota que perde o filho voltou e desta feita, até demonstram não ser assim tão parvos, embora existam ainda alguns toques de inconsciência, mas a cena final em que a mãe procura pelo seu filho é tocante. Ora, vamos lá ao início. Na crítica ao filme anterior, esqueci-me de referir parte da idiotice do filme também se devia à dupla de bandidos, brilhantemente interpretada por Joe Pesci (Arma Mortífera 2) e Daniel Stern (Operação Thor) que aqui volta ainda mais brilhante que antes. E o mais importante, ao contrário de todas as outras interpretações, principalmente a de Macaulay Culkin, estas duas são convincentes. Afinal, idiotas também existem na vida real. Bem, o rapazito perde-se da família no aeroporto quando viajavam todos para Paris e ele vai parar a Nova York. Regista-se com sucesso num hotel com o cartão de crédito do pai, mesmo com a desconfiança do pessoal do hotel, e acaba por se cruzar novamente com os Bandidos (ex-molhados, actualmente Peganhentos ou Pegajosos). E pronto, já se sabe que agora o sofrimento é a dobrar, ou não haveria razão para termos uma sequela.
No geral, é superior ao filme anterior em todos os níveis, principalmente por não ter que se esperar pelo final do filme para se rir a sério, há pormenores durante o filme que são irresistíveis, como por exemplo, a cena do hotel, está muito bem construída. De resto, a estrutura é a mesma. Continuamos a ter o arrependimento por parte dos pais, continuamos a ter a personagem sinistra que é assustadora mas bastante simpática. 
Assim sendo, é agradável e vê-se bem. No entanto, considerando as vezes que já deu na televisão portuguesa, já estamos tratados para o resto desta vida.

Nota 3

Wednesday, February 22, 2012

The Firstborn - From The Past Yet To Come

The Firstborn - From the Past Yet to Come
Sempre tive um carinho especial pelos Firstborn Evil, talvez por serem a única banda nacional que considerava que poderiam fazer algo próximo do Black Metal melódico que me fascinava tanto em meados da década de 90. Visualmente, eram terríveis. Aquelas pinturas, meu Zeus... Musicalmente, também havia um pouco de ingenuidade, mas mesmo assim, tinha força suficiente para se suster, desde que não se olhasse para as fotos. Bem, isso era antes. A malta entretanto cresceu, tanto a banda como os ouvintes e no início do novo milénio e deixaram para trás o Evil e acrescentaram o The, e passaram a usar os nomes verdadeiros deixando preciosidades como "Dragonvomit" no passado. Liricamente, nota-se uma maturidade óbvia mas mesmo assim, não muito distante do que foi feito anteriormente, talvez voltando o foco para questões históricas e menos fantasiosas. Musicalmente, as coisas estão bem mais próximas do Power Metal do que propriamente do Black Metal. A mudança e esta maturidade foi sem dúvida positiva, há uma notória evolução, de qualquer forma, ainda não é este o ponto ideal. Parece que acabam por nem ser carne nem peixe e a produção de Luís Barros também acaba por não ser um factor positivo. Não é terrível mas é... estranha.
De qualquer forma, este segundo álbum, mostra uma evolução clara, e possivelmente o problema é que a produção faz com que o álbum pareça enorme e um pouco monocórdico, quando não é verdade, e é sempre um álbum bom para voltar. Apenas tem algumas barreiras, que impede que seja difícil a sua apreciação por completo, não chegando a que no global se torne um mau álbum, pelo contrário. Apenas podia ser muito melhor. E irrita-me não conseguir gostar mais dele. Esta vida não é justa.

1. Stronger Than Blacksteel 05:20
2. Shrouded By Fog 04:16
3. Titans 05:19
4. From the Past Yet to Come 04:49
5. Scourge 07:22
6. Interlude 02:47
7. Millenia Anew (''Firstborn Pride'' Saga: Part II) 03:39
8. Jerusalem 1099 04:25
9. Darkeart Crusader 05:34
10. Conqueror of Destiny 06:39
11. Into the Crystal Maze 04:35
12. Fortress of (Firstborn) Evil 03:49
13. Draconian March 05:45
Duração: 64:28

Guardians Of Metal 2000

Bruno Fernandes - Voz
Paulo Vieira - Guitarras lead e ritmo
José Marreiros - Guitarras lead e ritmo
Helder Malícia - Baixo
Gustavo Vieira - Teclados
Rómulo Soares - Bateria

Cor: Magenta enegrecida

Nota 3,2

Tuesday, February 21, 2012

Sozinho Em Casa

Esqueceram de Mim Poster
Um clássico do cinema dos anos 90 e que revelou ao mundo a criança "prodígio", Macaulay Culkin, que desapareceu praticamente assim que cresceu fora da chamada idade adorável, voltando apenas no novo milénio. Vamos tentar-nos abster-nos do actor e concentrar no filme em si. Esta comédia foi um estouro na época, e isso deveu-se principalmente pelo seu final mas já lá vamos.
O grande problema começa no inicio. Tudo soa falso. Aquela família dá vontade de pendurar toda de pernas para o ar num cordel e depois cortar o dito cujo só pelo gozo da coisa. Ok, eles são americanos, talvez isso seja algo a parte da credibilidade da coisa, deverão existir famílias americanas assim. Depois, a prestação de Culkin. Ele devia ter 9 anos, mas se isto é uma criança prodígio, então... estamos a escolher mal as nossas crianças prodígio. Ele faz-me sentir como seria eu a interpretar o filme. E digo isto porque somos da mesma idade sensivelmente. A falta de naturalidade é constrangedora em algumas cenas, mas nada de novo até aí, seria algo expectável. O ritmo é daqueles típicos tele-filmes de natal, sempre com uma mensagem positiva moralista, e o tempo vai passando sem muito entusiasmo. A diferença é que no final temos cerca de 10 minutos que chamo, "vamos ver os ladrões a sofrer" e é realmente divertido e como é no final, cria-nos a ilusão que o filme é todo assim. Quando o vemos outra vez, já não nos lembramos porque raio estamos a ver aquilo, até chegarmos ao final. E ficamos novamente presos. Basicamente, isto é um loop para andarmos mergulhados durante vários anos. 
Podemos concluir duas coisas acerca deste filme realizado por Chris Columbus (Papá Para Sempre): 
Primeiro, este filme é daqueles que passam o tempo todo a construir para chegar ao final no climax. E quando chegam ao final, há mesmo um climax.
Segundo, se o Macaulay conseguiu, também conseguiria eu. Ou seja, uma grande carreira fugaz no cinema norte-americano passou-me ao lado.

Nota 2,5

Monday, February 20, 2012

Anthrax - Among The Living

Anthrax - Among the Living

Este é o álbum clássico por excelência dos Anthrax, o elo mais fraco (temos que admitir) dos ressuscitados Big 4. Apesar de ser um álbum clássico, não é definitivamente aquele que mais gosto nem o que acho que está mais bem conseguido - esse título pertence sem dúvida a Persistence Of Time, Sound Of White Noise ou até mesmo ao último de originais, Worship Music - mas é impossível negar que músicas como Caught In A Mosh, I Am The Law, Efilnikuefesin (N.F.L.) e Indians são daqueles clássicos que qualquer fã espera ouvir num concerto. Sendo assim, qual o principal problema deste lançamento? 
Primeiro, a produção. Demasiado... baça. Se o início do tema título (e início do álbum) começa com uma melodia macabra incrivelmente eficaz, assim que passa esse momento e o ritmo aumenta de intensidade, há algo que se perde e nunca mais volta. As guitarras não têm a força desejável e a mistura está muito desequilibrada.
Segundo, a voz de Belladonna. Faz um par perfeito com a produção do álbum. Em alguns momentos, é tudo menos uma mais valia (ouvir a A.D.I./Horror Of It All para ter uma ideia). Outra coisa que não ajuda nada é o facto de a voz estar muito alta na mistura. Se a prestação da voz não está grande coisa e se é a primeira coisa que nos surge, acima das guitarras... o resultado não pode ser bom. E se é bom captar as bandas no seu estado cru, também não deixa de ser pena sentir que as coisas poderiam resultar de forma diferente e ter muito mais impacto do que aquele que realmente tem/teve. Olhando (ou melhor, ouvindo) o álbum anterior, dá que pensar como seria isto se tivesse aquela produção.
De qualquer forma, estas minhas considerações não alteram em nada a importância histórica que este álbum teve e tem na carreira da banda. De salientar que duas músicas (I Am The Law e Imitation Of Life) foram co-escritas com Dan Lilker (baixista fundador que abandonou a banda antes do álbum anterior e que também ajudou a fundar os Nuclear Assault e Brutal Truth), que duas músicas foram inspiradas por Stephen King (Among The Living é inspirada no The Stand e a A Skeleton In The Closet é inspirado no conto Apt Pupil que pode ser encontrando no livro Different Seasons) e que uma foi inspirada por uma BD, a já mencionada I Am The Law, que presta assim a sua homenagem à personagem Judge Dredd.
É um clássico mas não muito.

1. Among the Living 05:16
2. Caught in a Mosh 05:00
3. I Am the Law 05:54
4. Efilnikufesin (N.F.L.) 04:55
5. A Skeleton in the Closet 05:29
6. Indians 05:41
7. One World 05:56
8. A.D.I. / Horror of It All 07:49
9. Imitation of Life 04:22
Duração: 50:24

Island Records 1987

Charlie Benante - Bateria
Dan Spitz - Guitarra lead e acústica
Scott Ian - Guitarra ritmo e voz
Joe Belladonna - Voz
Frank Bello - Baixo

Cor: Castanho, amarelo

Nota 3

Monday, February 13, 2012

3 Homens E Uma Menina



Cerca de 3 anos depois do último filme, eis que que temos a sequela, que, na minha opinião, é uma pálida comparação com o filme anterior. O bebé cresceu e agora é uma encantadora menina, criada pelos seus 3 pais adoptivos e pela sua mãe, Sylvia (Nancy Travis – Bogus) que deixa cair a notícia de que vai para Inglaterra como uma bomba. Vai casar-se e levar, obviamente, a filha com ela. Os três amigos ficam de coração partido, principalmente Peter (Tom Selleck – Magnum) que demora algum tempo a admitir que está apaixonada por Sylvia. O noivo de Sylvia, por sua vez, é um lorde inglês sacana que quer mandar a miúda para um colégio interno.
O que era uma comédia ligeira com alguns pontos de interesse, nomeadamente, ver o que 3 solteirões fazem com uma bebé, transforma-se numa comédia romântica banal, que nos faz sorrir algumas vezes mas não mais que isso.

Nota 2

Thursday, February 09, 2012

Helloween - Treasure Chest


Todas as bandas chegam aquele ponto da carreira em que lançam um bestofe. E há aquelas que de quinze em quinze dias lá vão lançando coisas diferentes para chular os fãs. Normalmente estas bandas são bandas históricas. Helloween está no meio, já é uma banda histórica (já o era aquando do lançamento desta compilação 10 anos atrás) mas mesmo assim não tem muitas acções... chulatórias, chamemos-lhe assim.
Na altura, ainda não tinha todos os álbuns da banda germânica pelo que este lançamento até tinha a razão de ser. Além do mais, era o primeiro bestofe (e como até hoje, se mantém como único, até nem foi uma má compra) e abrangia toda a carreira da banda – e não apenas os lançamentos da editora actual, também prática comum quando as editoras não detém os direitos de trabalhos passados.
Considerações à parte, vamos então concentrar-nos neste trabalho específico e as razões que fazem com que valha a pena adquiri-la. Para já, todas as faixas foram remasterizadas e algumas delas, remisturadas. Depois se comprarem a versão limitada, box, além de um poster, também têm direito a um CD bónus intitulado Buried Treasure, contendo todos os lados B lançados até à altura. A edição normal limita-se apenas ao duplo CD, normal.
O alinhamento é interessante, começando no recente e indo recuando até ao passado, finalizando o primeiro CD na fase do Keeper parte dois. No conjunto dos dois CDs há algumas faixas que pessoalmente não escolheria, sendo que no primeiro a I Can seria prontamente substituída por Push, ambas do álbum Better Than Raw. A inclusão da regravação da Starlight (cantada por Kiske em 87), apesar de uma raridade, parece-me uns furos inferiores à versão original, mas no primeiro disco a coisa até está bem equilibrada. No segundo CD, é que há mais razões para questionar o alinhamento. Começa no Keeper parte dois, onde tinha ficado no final do disco anterior, com a faixa título desse álbum e começa a sua ascensão cronológica, passando pelo Pink Bubbles Go Ape com The Chance – sem discussões, a melhor faixa do álbum, mas mesmo assim alguma surpresa por não ter aparecido a Number One, a faixa mais comercial – de seguida, a menção do infame Chameleon com a faixa Windmill. Confesso que para escolher alguma faixa deste álbum é das coisas mais difíceis que possa haver, porque é tão fora do espírito do grupo que nenhuma faixa se destaca do seu conjunto. Chegamos a Master Of The Rings e se Sole Survivor é uma boa malha, Perfect Gentleman e Mr. Ego (Take Me Down) já são ligeiramente dispensáveis, tal como a Forever And One (Neverland) do álbum The Time Of The Oath, que podiam perfeitamente ser trocadas pelas We Burn, Steel Tormentor, Before The War ou até mesmo o épico Mission Motherland. Qualquer uma destas teria mais impacto.
Apesar de tudo isto, a selecção não deixa de ser acima da média e uma boa representatividade da carreira da banda e da variedade musical existente na mesma.
O terceiro CD, como já disse, é uma colecção de lados B e há algumas coisas interessantes, outras coisas menos interessantes. As faixas instrumentais acabam por ser as melhores, ou pelo menos duas delas - Oriental Journey e Grapowski’s Malmsuite 1001 (In D Doll), embora a Can’t Fight Your Desire e a A Game We Shouldn’t Play estejam ao nível de lados A.
Concluindo, a conversa do costume. Para quem não conhece, boa forma de começar a conhecer. Para quem conhece, está aqui um belo conjunto de músicas se não quiserem comprar a discografia toda. Na minha opinião, é melhor comprar a discografia toda, é banda para isso.

CD I
1. Mr. Torture 03:29
2. I Can 04:38
3. Power 03:29
4. Where The Rain Grows 04:43
5. Eagle Fly Free 05:12   
6. Future World 04:03
7. Metal Invaders 04:11
8. Murderer (Remisturada) 04:33
9. Starlight (Versão Michael Kiske remisturada) 04:14
10. How Many Tears 07:15
11. Walls Of Jericho / Ride The Sky (Remisturada) 06:43
12. Halloween 13:19
13. A Little Time 03:59
14. A Tale That Wasn't Right 04:42
15. I Want Out 04:40
Duração: 79:12

CD II
1. Keeper Of The Seven Keys (Remisturada) 13:50
2. Dr. Stein (Remisturada) 05:03
3. The Chance 03:47
4. Windmill 05:14
5. Sole Survivor 04:31
6. Perfect Gentleman 03:50
7. In The Middle Of A Heartbeat 04:27
8. Kings Will Be Kings 05:09
9. The Time Of The Oath 06:56
10. Forever And One (Neverland) 03:53
11. Midnight Sun 06:20
12. Mr. Ego (Take Me Down) 07:01
13. Immortal 04:04
14. Mirror, Mirror 03:43
Duração: 77:50

CD III
1. Shit And Lobster 04:10
2. Oriental Journey 05:44
3. I Don't Care, You Don't Care 04:00
4. Ain't Got Nothing Better 04:39
5. Moshi Moshi - Shiki No Uta (Ao vivo) 06:49
6. Can't Fight Your Desire 03:45
7. Star Invasion 04:48
8. Silicon Dreams 04:17
9. Grapowski's Malmsuite 1001 (In D Doll) 06:33
10. The Hellion / Electric Eye (Judas Priest cover) 04:07
11. A Game We Shouldn't Play 03:38
Duração: 52:33

Metal Is Records 2002

Michael Weikath - Guitarra
Ingo Scwichtenberg - Bateria
Markus Grosskopf - Baixo
Kai Hansen - Guitarra e voz
Michael Kiske - Voz
Roland Grapow - Guitarra
Uli Kush - Bateria
Andi Deris - Voz

Cor: Laranja e amarelo

Nota 3,4

Sunday, February 05, 2012

3 Homens e Um Bebé


Uma das comédias americanas que fez parte da geração anterior à minha e à minha, por arrasto. A história de um trio de amigos que vive juntos, um trio boémio, cujos integrantes são bastante diferentes entre si. O certinho, o engatatão e o... outro mais certinho. AH! Os dois certinhos também são engatatãos. A história é simples, enternecedora e divertida mas muito longe das comédias non-sense que fizeram as maravilhas da minha adolescência e infância (não exactamente por esta ordem). Tom Selleck (Folks!), Steve Guttenberg (Cocoon), Ted Danson (Dad) são razões fortes para que o público feminino na altura ficasse apaixonado por este filme - confessem, três homens de bom aspecto e um bebé, é preciso algo mais para atrair miúdas? - e os homens até gostam de ver, mesmo sem querer admitir perante os outros. Para mim, faz parte do meu imaginário infanto-juvenil, principalmente a cena do puto chinês atrás do cortinado, que supostamente é de um fantasma de um miúdo que se suicidou no apartamento e o seus pais venderam-no imediatamente, sendo onde depois o filme acabou por ser filmado.

A sério, onde é que o pessoal se lembra destas cenas?

Parece que o fantasma não passa de um cartão da figura do Ted Danson que estava atrás dos cortinados. Mas quem o observar, facilmente poderá acreditar na história. Tal como eu... quando era jovem e tinha sonhos.
Resta apenas acrescentar que o filme é um remake de um outro filme francês de 85 (este é de 87 - não esperaram muito tempo) e que foi realizado por Leonard Nimoy. Sim, esse mesmo, o Spock do Caminho das Estrelas.

Nota 2,8